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Colega matou estudante em escola invadida no Paraná, diz polícia

Foto: TV RPC
Foto: TV RPC
A mãe da vítima foi avisada da ocorrência no meio da tarde e foi ao colégio acompanhar o caso

Um estudante de 17 anos foi morto a facadas no interior de uma escola invadida, na tarde desta segunda-feira, 24, na zona norte de Curitiba. Lucas Eduardo de Araújo Mota teria brigado com outro aluno após consumir drogas e foi atingido no abdome e na região da clavícula. Segundo a polícia, os adolescentes brigaram por “motivos pessoais”, não tendo a morte relação com o movimento dos secundaristas. O agressor foi apreendido. A briga teria começado após ambos terem ingerido uma droga sintética no banheiro da unidade.

“Segundo relato do menor autor do crime, eles dividiram uma droga que chamam de ‘balinha’. Foram então até o alojamento, onde tiveram uma discussão”, disse o secretário de Segurança Pública do Estado, Wagner Mesquita. O adolescente autor da agressão foi apreendido em casa, ainda no final da tarde de ontem, depois que investigadores da Polícia Civil interrogaram testemunhas no local. “O autor alega que tentou se defender com uma faca de cozinha, depois que a vítima partiu para a agressão. Após o crime, ele pulou o muro do colégio e fugiu para casa”, explicou Mesquita.

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(Foto: Reprodução/Youtube)

A mãe da vítima foi avisada da ocorrência no meio da tarde e foi ao colégio acompanhar o caso. “Eu vinha buscar ele vivo. Queria levar ele vivo hoje”, disse Alexandra Mota, cujo único filho era Lucas. “Ele era um menino calmo, muito estudioso”, lembrou a amiga da família Solange Souza, que foi ao local confortar Alexandra.

O delegado Fabio Amaro, da Delegacia de Homicídios do Paraná, enfatizou que o caso não tem relação com o movimento dos estudantes. “Não tem nada a ver com a ocupação da escola”, afirmou, ao deixar o prédio, no fim da tarde. “Eles usaram droga e brigaram”, resumiu. Alunos da escola relataram a professores que o menor que atacou Lucas não seria do grupo da invasão. “Os meninos estão contando que esse rapaz não era da ocupação e teria pulado o muro da escola”, disse uma professora, diante do colégio, localizado na Rua Bortolo Paulin, no bairro Santa Felicidade. O delegado Fabio Amaro, porém, reafirmou que os dois adolescentes “estavam no piquete da ocupação”.

Movimento

No fim da tarde, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), divulgou nota lamentando a morte. “A morte do estudante Lucas Eduardo de Araújo Mota é uma tragédia chocante, que merece uma profunda reflexão de toda a sociedade. É ainda gravíssimo e lamentável, porque aconteceu no interior de uma escola ocupada, que deveria estar cumprindo a sua missão de irradiar a luz do conhecimento e a formação da cidadania”, disse.

Com mais de 800 escolas invadidas por estudantes secundaristas no Estado, Richa voltou a pedir o fim das ocupações. “Renovo o meu apelo para que os pais redobrem o cuidado com seus filhos. Peço ainda, mais uma vez, que os estudantes encerrem esse movimento.” As ocupações de escolas estaduais por alunos secundaristas começaram no dia 6 de outubro. Eles protestam contra a PEC do Teto, que prevê cortes no orçamento da Educação, e também são contra o projeto de reforma do ensino médio do governo federal. Por reajuste salarial, os professores entraram em greve há dois dias. Para a professora Anne Marie Zimmerman, que tem dois filhos em duas das escolas invadidas, a preocupação com os meninos é grande. “O clima nos últimos dias ficou muito tenso”, disse, ontem à tarde, diante do Colégio Estadual do Paraná (CEP), na Avenida João Gualberto, região central da capital, local da maior concentração do movimento. De acordo com estudantes do CEP, manifestantes contrários à ocupação começaram, a partir de ontem, a tentar forçar a saída de colegas de pelo menos duas escolas da cidade. “Mas o pessoal resistiu”, afirmou um professor que acompanhava o movimento na unidade. (As informações são do Correio 24Horas)

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