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Chefe do esquema de apostas esportivas cria ‘herança familiar’ com manipulação de resultados

O aliciamento de jogadores não é a única tática empregada por Bruno Lopez, responsável pela organização do esquema de manipulação de jogos, no esquema esportivo. Além disso, o chefe da atividade também envolveu familiares no crime. A parte financeira da operação ficava sob posse da esposa Camila Silva da Motta, mas o primo dela também foi envolvido, de acordo com informações divulgadas pelo portal O Globo.

Identificado como Zildo Peixoto Neto, o parente da companheira cedeu depoimento ao Ministério Público de Goiás (MP-GO), que lida com a Operação Penalidade Máxima. Um dos suspeitos relata que Bruno pediu para abrir uma conta em seu nome em uma casa de apostas.

Após explicar sobre o funcionamento da operação, destacando que alguns sites limitam as movimentações financeiras dos apostadores, enfatizou que era preciso criar dezenas de contas no nome de terceiros. Por consequência, Zildo ficaria com 10% dos lucros obtidos com as apostas que movimentasse nos sites.

Nesse sentido, o primo de Camila criou diversas contas em sites de apostas, utilizando  nomes como os da noiva, dos sogros e de amigos. Dentro de um grupo chamado “Operações”, composto por Zildo, Bruno e Ícaro Fernando Calixto, outro denunciado pelo MP-GO, o grupo troca os lucros da rodada, abatendo os valores a serem recebidos pelos intermediários.

Por outro lado, Camila atuava no setor financeiro. O casal tinha o hábito de combinar transferências bancárias para financiar a operação. Em outro momento, Bruno busca ampliar a ‘herança familiar’, ainda conforme a publicação.

Em janeiro deste ano, ele pergunta a Thiago Chambó Yamamoto, outro membro do grupo, se conhece alguém que compra imóveis, “os que gostam de dar uma lavada”, mencionando a lavagem de dinheiro, prática para tornar legal o lucro obtido com as apostas.

Fonte: Bnews

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