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Professor nega ter agredido aluno autista da APAE de Jacobina

O professor de educação física Italo Ferreira, que está sendo acusado de agredir um garoto de 14 anos, portador de Transtorno do Espectro Autista (TEA), negou que tenha cometido as agressões contra o adolescente. Italo, que há 4 anos desenvolve atividades com crianças e adolescentes especiais na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), em Jacobina, concedeu uma entrevista exclusiva ao Jacobina Notícias nesta segunda-feira (5/6).

À reportagem, Italo contou que sua vida parou após a repercussão do episódio ocorrido na sexta-feira (2/6), e as acusações que vem sendo atribuídas a ele. O professor contou detalhes da sua versão na entrevista ao JN, afirmando que em nenhum momento desferiu socos contra o garoto, mas que apenas o conteve por estar muito agitado. Ele acredita que o garoto tenha se machucado sozinho.

De acordo com o relato do, naquele dia, o garoto já chegou na APAE diferente, apresentando um comportamento muito agressivo e disse estar daquela forma porque “os pais estavam se separando”. Já durante a aula, o adolescente cochichou com um colega e foi interpelado pelo educador. Nesse momento, segundo relato de Italo, o adolescente, que tem estatura mediada e porte físico avantajado para a idade, teria partido para cima do professor e tentado agredi-lo. O educador contou que reagiu empurrando o adolescente como forma de evitar ser atingido e o colocou na cadeira até que se acalmasse.

Italo disse ainda que após conter o garoto, continuou com a aula para os demais alunos. Pouco depois, segundo o professor, ele percebeu que o garoto estava limpando um sangramento nos lábios e prestou atendimento utilizando um kit de primeiros socorros para estancar. Em seguida, conforme o relato, ele retirou os demais alunos da sala, acionou outros professores da APAE para auxiliarem no atendimento e comunicou o caso à mãe do garoto e à coordenação. A mãe teria compreendido o educador, num primeiro momento, e chegou a citar que ela mesma havia sido vítima da agressividade do filho, segundo relato de Italo.

O professor disse à reportagem que chegou a ser ameaçado e que toda sua família vem passando por um momento difícil, inclusive a esposa não tem ido ao trabalho e seu filho não está frequentando a escola. “Todos nós estamos com medo”, contou o educador, afirmando que está à disposição da Justiça e aguardará a apuração total dos fatos.

Fonte: Jacobina 24 horas

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