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Suspeitos morrem em operação policial em bairro periférico de Salvador; mais de mil estudantes tiveram aulas suspensas

Pablo Escobar morreu durante um confronto com policiais nesta segunda-feira — Foto: Divulgação/SSP-BA

Dois homens morreram após confrontos em uma operação conjunta das polícias Federal, Militar e Civil na manhã desta segunda-feira (4), no bairro de Valéria, em Salvador. Segundo a Polícia Civil, um deles, identificado como Pablo Ricardo de Assis Gomes Oliveira, o “Pablo Escobar”, é considerado como o maior chefe do tráfico de drogas na região.

A Secretaria da Educação de Salvador (Smed) informou que, diante da sensação de insegurança no bairro de Valéria, causada pela operação, 1.044 alunos das escolas municipais São Francisco de Assis e Nossa Senhora Aparecida estão com as atividades suspensas. Já as aulas da Rede Estadual de Ensino aconteceram normalmente.

Também por causa da sensação de insegurança, os rodoviários do transporte público de Salvador deixaram de circular até Nova Brasília de Valéria, onde está localizado o fim de linha do bairro.

Segundo informações da polícia, “Pablo Escobar” tinha dois mandados de prisão em aberto, por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa. Ele estava escondido na mata e entrou em confronto com os policiais quando foi atingido, socorrido e levado a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

O suspeito era conhecido por oprimir e ameaçar moradores do bairro. Ele integrava o “Baralho do Crime”, da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), um catálogo que reúne informações dos foragidos mais perigosos do estado.

Nas primeiras horas da operação, Carlos Alessandro Santana Santos, o “Cachinho”, também suspeito de integrar o grupo criminoso, foi morto durante um confronto com o policiais. Ele também tinha mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas, associação para o tráfico e por integrar organização criminosa.

Ainda durante a operação, um homem, que não teve a identidade revelada, foi preso com seis granadas e drogas.

Segundo a Polícia Civil, dois fuzis, rádios comunicadores, balanças de precisão e porções fracionadas de maconha, cocaína, crack, munições, sete celulares, além de dois carros com restrição de roubo foram apreendidos. Além disso, três acampamentos foram desarticulados.

Acampamento encontrado pelos policiais durante a operação desta segunda-feira — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Acampamento encontrado pelos policiais durante a operação desta segunda-feira — Foto: Divulgação/Polícia Civil

De acordo com a polícia, o objetivo das ações é o cumprimento de mandados judiciais contra integrantes de grupos criminosos envolvidos no confronto que resultou na morte do policial federal Lucas Caribé, e do ferimento grave a um policial civil, em setembro do ano passado.

Na sexta-feira (1°), um homem suspeito de planejar a invasão de setembro morreu em um confronto com policiais civis, na cidade de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Jailson Almeida dos Santos, conhecido como “Seco”, era chefe de uma organização criminosa com forte atuação no tráfico de drogas e homicídios, do bairro de Periperi, no subúrbio de Salvador.

Participam da “Operação Responsio” os Departamentos de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), de Inteligência Policial (DIP), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), a Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SI-SSP), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal (GPI-PF) e o Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer-PM).

Acampamento encontrado pelos policiais durante a operação desta segunda-feira — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Acampamento encontrado pelos policiais durante a operação desta segunda-feira — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Operação Temporal

Lucas Caribé Monteiro de Almeida, de 42 anos, policial federal que foi morto durante operação em Salvador — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Lucas Caribé Monteiro de Almeida, de 42 anos, policial federal que foi morto durante operação em Salvador — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A operação que terminou com a morte de Lucas Caribé e de mais quatro homens investigados por cometer crimes, aconteceu no dia 15 de setembro, no bairro de Valéria. Até o dia 3 de outubro, ao menos 16 suspeitos de participação no crime já tinham morrido em confrontos com forças policiais.

As investigações revelaram que a ordem para invasão do bairro de Valéria que resultou no confronto também partiu de uma liderança da facção que está presa há mais de um ano. Também foi constatado durante as investigações, que o ataque aos policiais teve participação de mais de 50 criminosos fortemente armados.

A Polícia Federal informou que os investigados responderão pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa. As penas somadas podem chegar a 38 anos de reclusão.

A PF informou que continuará a apuração na tentativa de identificar e localizar todos os suspeitos que participaram direta ou indiretamente da morte do policial federal. A instituição afirmou que qualquer informação que possa ajudar pode ser passada através do número: (71) 3319-6000.

A ação policial foi denominada de “Operação Temporal” porque o bairro de Valéria teve a origem a partir do desmatamento de três fazendas existentes na área onde hoje está o bairro.

As fazendas pertenciam as famílias tradicionais: Schindller, Temporal e Omaque, dando origem a loteamentos e invasões. O primeiro loteamento oficial do bairro foi o do Temporal.

Bairro de Valéria, em Salvador, alvo de operação que terminou com PF morto na capital baiana fica às margens de BR e abriga fábricas na Bahia — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Bairro de Valéria, em Salvador, alvo de operação que terminou com PF morto na capital baiana fica às margens de BR e abriga fábricas na Bahia — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Veja abaixo a cronologia das mortes em confrontos:

  • Os dois primeiros suspeitos foram mortos durante o confronto em que o policial Lucas Caribé foi baleado, no dia 15 de setembro;
  • No mesmo dia, outros dois homens apontados como suspeitos morreram após troca de tiros com policiais, entre os bairros de Valéria e Rio Sena;
  • A morte do quinto suspeito aconteceu no bairro de Mirantes de Periperi, no dia seguinte à operação;
  • No dia 17 de setembro, quatro suspeitos morreram em confrontos com as forças de segurança. As trocas de tiros aconteceram em Periperi e na Palestina;
  • No dia 21, cinco homens também apontados como suspeitos de participar do confronto morreram após uma troca de tiros, na cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador;
  • No dia 27, um suspeito foi morto em confronto com policiais em Cruz das Almas, cidade do recôncavo baiano. Na oportunidade, um outro homem também não resistiu aos ferimentos, mas ele não foi apontado como integrante do grupo;
  • No dia 2 de outubro, o outro suspeito de envolvimento na morte do policial federal foi morto durante confronto com a polícia na cidade de Catu, a 70 km da capital baiana;
  • Em 29 de novembro, os dois últimos suspeitos morreram durante uma operação realizada por policiais federais, militares e civis contra membros da facção criminosa “Bonde do Maluco”, conhecida como “BDM”;
  • Em 1° de março deste ano, outro homem suspeito de planejar a invasão morreu em um confronto com policiais civis na cidade de Dias D’Ávila, na região metropolitana da capital baiana.

Com informações do portal G1

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